AC/DC: Os 40 anos da ressurreição com Back in Black – por Mew Jr.

Em julho de 1979, o AC/DC chegava ao topo de sua popularidade com o lançamento do maravilhoso álbum “Highway To Hell”. Além da canção título icônica, o restante do disco consagrava de uma vez por todas o trabalho da banda australiana. Era o ápice do rock and roll barulhento e o reconhecimento glorioso do vocalista Bon Scott.

Mas, quase sete meses depois, uma tragédia abalou o grupo: Bon Scott era encontrado morto dentro de um carro. Sua morte foi consequência de uma hipotermia enquanto estava inconsciente após um coma alcoólico.

Num momento como esse, o luto e a tristeza tomam dimensões incalculáveis e podem causar o fim de uma banda ou a substituição do vocalista, que normalmente acarreta mudanças drásticas e nem sempre satisfatórias.

Malcolm Young, guitarrista da banda, ligou para seu irmão, Angus, o outro guitarrista, e disse que estava de saco cheio de ficar em casa chorando e que precisava tocar logo. Em pouco tempo, eles e os outros músicos – o baixista Cliff Williams e o baterista Phil Rudd – buscaram forças para começar as audições para escolherem um novo vocalista.

Logo, o escolhido foi o inglês Brian Johnson, que assumiu os vocais e deu nova vida a uma banda que muitos julgavam impossível de se reerguer após a perda irreparável.

As ilhas Bahamas foram o cenário escolhido para a gravação do novo disco que apresentaria ao mundo a nova formação do AC/DC. Lá, escreveram material novo, compuseram e gravaram um disco que já chama a atenção pela capa e pelo título. Uma capa preta com um relevo discreto no logo da banda e o nome “Back In Black” (De Volta de Preto).

O luto tomava uma bica logo de cara com os sinos infernais de “Hells Bells” e o vocal possuído de Brian numa canção cadenciada, solene e com Angus Young mostrando um trabalho surpreendente.

Na sequência, rock and roll na veia com “Shoot To Thrill” e “What Do You Do For Money”, que varriam de vez qualquer chance de melancolia. Daí, duas canções sacanas com “Givin The Dog A Bone” e “Let Put My Love Into You”, que já nem te faz lembrar mais que, poucos meses antes, o grupo estava num funeral.

No lado B, o início com a faixa título, que é um dos grandes clássicos do rock com seu riff inconfundível e a letra decretando que o AC/DC iria queimar muita lenha ainda por muitos anos mundo afora. Na sequência, uma das músicas mais geniais de todo o repertório deles: “You Shook Me All Night Long” com sua letra confessional sobre como deveria ser uma noitada daquelas.

A temperatura do álbum continua em alta com “Have A Drink On Me” e “Shake A Leg”. A última música é uma calmaria em comparação as anteriores, mas adequadíssima para fechar com chave de ouro por sua letra que rasga elogios amorosos ao rock and roll – “Rock And Roll Ain’t Noise Pollution”.

Como se não bastasse toda a epopéia por trás de “Back In Black”, o disco foi um sucesso tremendo, vendeu milhões de cópias pelo mundo e deu sinal verde ao grupo pela decisão de escolherem Brian Johnson.

É o disco de rock mais vendido da História, com vendas superiores a 50 milhões de cópias, e lembrado em tudo quanto é lista como um dos mais memoráveis de todos os tempos.

Mew Jr. é vacinado com agulha de vitrola e tem a alma contaminada por música.

3 Comentários
  • Nina
    Postado por 21:11h, 27 julho Responder

    Simplesmente Genial.

  • FABIO DANIEL VICENTE
    Postado por 09:38h, 28 julho Responder

    Esse é o mestre Mew. Mano que síntese incrível parabéns

  • Kety Todo
    Postado por 08:50h, 30 julho Responder

    Cara, sou sua fã!!!
    Manja demais dos paranauês.

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