Crítica: com bom roteiro, Detetive Pikachu diverte e vale o ingresso – Por Tiago Delfini

Fãs e não-aficionados deverão curtir a trama.

Na última quinta feira, 09 de maio, estreou Detetive Pikachu nos cinemas brasileiros e o PopGeeks foi conferir.

Já é sabido que existe sempre um pé atrás quando é anunciado qualquer tipo de Live-Action americano criado a partir de alguma produção japonesa. Impossível não lembrar de Death Note, produzido pelo Netflix, ou Dragon Ball Evolution, que muitos – ou todos os – fãs não gostaram. E é com esse pé atrás que fui assistir.

Detetive Pikachu começa numa cidade pequena ao estilo dos jogos e anime da franquia. A diferença é que Tim Goodman, personagem vivido por Justice Smith, não gosta de pokémons. Após a morte de seu pai, ele é chamado para a cidade de Rhyme para recolher os pertences do falecido no antigo apartamento. Ali, se depara com um Pikachu que pode falar (com a voz do Ryan Reynolds) e entender os humanos. Esse Pikachu acredita que o pai de Tim está vivo e os dois iniciam uma busca.

O filme é seguro. Não foge muito do que é o mundo de Pokémon, mas cria uma cara nova. Os efeitos visuais dos monstrinhos são perfeitos, com muitos detalhes, e o orçamento de US$ 150 milhões gasto na produção pode ser percebido a qualquer momento do filme.

A interação dos personagens Live Action e os Pokémons falha em alguns poucos momentos, deixando claro que não há nada além do ator em cena. Porém, isso acontece em duas ou três situações no máximo. No resto, você consegue imaginar os monstrinhos presentes e influenciando decisivamente na história.

Existem muitos Easter Eggs e referências para fãs dos games, das cartas e do anime. Uma delas ocorre (ATENÇÃO: SPOILER A PARTIR DAQUI) quando a Dra. que está cuidando do caso Mewtwo comenta que ele foi visto pela última vez há quase vinte anos, quando escapou da região de Kanto. Uma referência clara ao filme de 2000, Pokémon The First Movie. (FIM DO SPOILER)

O público vai encontrar um roteiro com piadas infantis e piadas para adultos, um romance que, embora insurgente, parece crível na trama, e duas reviravoltas narrativas interessantes, que despontam em um final de filme muito instigante, que fãs e não-aficionados pelos Pokémons certamente irão curtir.

A diversão é garantida e o filme não deve decepcionar.

Nota: 7/10

Tiago Delfini, 29 anos, é pós graduado em Cinema e Linguagem Audiovisual, Autor e Roteirista. Viciado em animes, HQs, jogos de cartas e videogame. Costuma ler livros e mangás, assistir séries e fazer coisas nerds quando tem um tempo..

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