Divertido, agradável e inquieto, desenhista e educador Daniel Azulay morre, vítima do coronavírus

O desenhista, ilustrador e educador Daniel Azulay faleceu, vítima do coronavírus, na tarde de hoje.

O artista de 72 anos vinha se tratando de uma leucemia e foi acometido pela Covid-19, segundo informações divulgadas em seu perfil nas redes sociais.

Daniel Azulay foi expoente e precurssor de uma geração de quadrinhistas dos anos 70 e 80, mantendo sua arte voltada essencialmente ao público infantil, em uma época em que surgiram veículos com narrativas mais adultas, como o Pasquim (1969), a revista Crás (1974) e Chiclete com Banana (1985), todos com artistas brasileiros.

Em 1968, criou a tira de jornal Capitão Cipó, publicada no jornal Correio da Manhã, e lançou, em 1975, a Turma do Lambe-Lambe, projeto que se transformou em programa de tv, onde permaneceu por dez anos, inicialmente na antiga TVE e depois na Rede Bandeirantes.

Divertido, cordial e inquieto, Daniel Azulay protagonizou inúmeras iniciativas, como o projeto social Crescer com Arte – Desenhando com Daniel Azulay, voltado a levar para crianças de instituições oficinas de arte com material e treinamento completos subsidiados por patrocinadores.

Daniel Azulay foi vencedor do 1º lugar na lnternational Cartoon Exhibition Athens, Atenas, Grécia e teve seu desenho publicado na capa do catálogo da exposição, em 1975. Anos depois, recebeu, dentre outros reconhecimentos, o Prêmio Voluntário do Ano 2000, pelo trabalho em favor das causas sociais.

No site do artista é possível encontrar dicas de atividades e jogos, que vêm a calhar com o momento de isolamento social por conta da pandemia de coronavírus.

Abaixo, apresentamos dois vídeos com o profissional em ação em seus programas de televisão. O segundo vídeo apresenta sua fase de da tv Bandeirantes, em São Paulo, e foi gravado originalmente em julho de 1998. Outros vídeos estão disponíveis no canal de YouTube de daniel Azulay.

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