E3 2019: algumas baixas e muitas surpresas boas na grande feira de jogos – Por Matheus Bigogno

Keanu Reeves foi uma revelação de tirar o fôlego na conferência da Microsoft.

De 11 a 13 de Junho acontece, em Los Angeles, a E3, a maior feira de jogos, que sempre reúne a maioria das empresas de jogos para anunciar os seus lançamentos para os anos futuros.

Muitas expectativas foram cumpridas, porém, algumas não tanto. A maior falta, talvez, sentida pelo público, foi em relação à Sony. Mesmo com Death Stranding batendo às portas com seu lançamento, a empresa decidiu não participar. Nem ao menos fazer um evento paralelo à feira, como a Microsoft e a EA fazem, para mostrar o que está por vir.

Porém essa incerteza não fez com que as pessoas abandonassem por completo a feira. Mesmo com 3 mil pessoas a menos que o ano passado, em informação oficial da ESA, algo atípico aconteceu na E3 desse ano. Nas edições anteriores, era muito comum ver o primeiro dia muito lotado, e os outros dias vazios.

Entretanto, esse ano, pôde-se ver que a distribuição dos dias foi mais uniforme. Isso porque agora existem as entradas da Gamers, que foram feitas em horários diferentes de quem possuía crachá de indústria ou de imprensa. Isso distribuiu melhor as pessoas na feira, dando a possibilidade de todas as pessoas aproveitarem bem os seus horários.

Jogos destaques da feira

E, como não pode ser diferente, quem está na E3, quer ver jogo. Os jogos desse ano não deixaram a desejar. Com uma disputada fila, há aqueles que conseguiram desfrutar de como vai ser o novo Final Fantasy VII, talvez um dos jogos mais aguardados pelos fãs.

Jogos que já haviam despertado nossa curiosidade nos fizeram ter uma paixão a mais. Keanu Reeves foi uma revelação de tirar o fôlego na conferência da Microsoft, para um jogo que é de tirar mais ainda o fôlego. O ator fará participação importante no jogo, e será como se fosse um mentor do protagonista.

Com apresentação pública na feira, porém com apresentação a portas fechadas, o jogo demonstrou claramente que vai ser um dos melhores jogos a encerrar uma geração de consoles.
No ano do lançamento do primeiro Dying Light, se a sensação era de que zumbis estavam batidos no mundo dos jogos, o jogo nos fez ver que não. Dying Light vai conseguir juntar tudo o que deu certo do primeiro jogo e aprimorar mais ainda. Mais parkour, e muito mais possibilidades para o mundo vasto que foi criado para a franquia.

Uma gostosa surpresa foi Watch Dogs Legion, que, mesmo tendo sido vazado dias antes da conferência da Ubisoft, algumas informações estavam nebulsas sobre o que o jogo seria. O que a princípio, começou com a frase de que qualquer NPC poderia ser jogado, se tornou uma nova mecânica que dinamiza muito a forma de jogar o jogo.

Se a franquia, que começou apenas com o vigilante Aiden Pierce, em Chicago, e migrou para o Marcus, membro do DedSec, em São Francisco, chegou a vez de Londres não se calar perante o sistema. Numa Inglaterra pós Brexit, muita certeza e muita insegurança paira a cidade responsável por ser o relógio mundial.

Os produtores ainda deixaram bem claro que as pessoas não eram inimigas, e ressaltaram que os policiais também poderiam ser membros do DedSec. O que demonstra claramente que a maior inimiga, será, como sempre foi, a Blume, uma corporação que tem uma base enorme de dados e utiliza esses dados para manipular e comprar pessoas.

O futuro dos jogos e da E3

Como todo fim de geração, estamos vivendo uma fase em que muitos jogos parecem a mesma coisa, ou mesmo não nos apetecem. Muitos hardwares já foram explorados ao extremos, e até mesmo as empresas clamam por novos ares para poder desenvolverem melhor seus projetos.

Ainda assim, com jogos importantes sendo lançados nesse ano e no ano seguinte, a próxima geração de consoles já está muito iminente, e com ela, uma nova gama de possibilidades, novos hardwares e novas formas de processamento.

Enquanto a nova geração de consoles não vem, ainda podemos desfrutar desses jogos que ainda sairão para essa geração, e que ainda assim estão atraindo muito a nossa atenção.

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