Florian Schneider, Kraftwerk e o legado para o Techno e a música Pop

Não haveria Daft Punk sem Kraftwerk, nem Techno-Pop, nem a cena eletrônica da música contemporânea.

Ao lado do parceiro Ralf Hütter, Florian Schneider-Esleben concebeu uma das mais importantes vertentes musicais das décadas seguintes, em 1970, ao fundar o Kraftwerk.

Munido de sintetizadores, equipamentos eletrônicos e sistemas de sonorização, o duo cresce em número e qualidade sonora com a participação dos percussionistas Wolfgang Flür e Karl Bartos, além de outros músicos ao longo sua trajetória, construindo as bases de grande parte da Pop Music da atualidade.

A importância do trabalho realizado por Ralf e Florian pode ser medida pela participação da banda (à ocasião, já sem Schneider, que largou o projeto em 2008), na exposição especial realizada pela Philarmonie de Paris, em 2019, “Electro, de Kraftwerk a Daft Punk”.

Após os primeiros trabalhos experimentais, o sucesso da banda veio em 1974 com o álbum Autobahn, seguido por outros icônicos  lançamentos, como Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1978).

A influência do Kraftwerk atravessa artistas das mais amplas vertentes, do camaleônico David Bowie ao pop sintético de Depeche Mode, entre muitos outros, incluindo gêneros musicais diversos como o Hip-Hop e o Rock.

Peter Hook, baixista da banda pós-punk Joy Division, afirmou que o líder Ian Curtis insistia em tocar Trans Europe Express a cada show, antes de subirem ao palco. O baterista Stephen Morris confirmou a história dos bastidores do Joy Division envolvendo o Kraftwerk: “[Costumávamos] tocar Trans-Europe Express antes de ir para o palco, para nos prepararmos psicologicamente. Funcionava bem pois dava-nos aquele impulso necessário”, informou, de acordo com o site Keep Werking.

A causa da morte do artista não foi divulgada.

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