Série do Netflix trouxe Carbono Alterado, grande obra da literatura distópica para o Brasil

Ex-militar é “reativado” para investigar crime.

Há quase um ano, a empresa de streaming de vídeo Netflix lançou a série Altered Carbon, que narra uma trama policial no melhor estilo Noir com elementos comuns à ficção distópica.

A série que tem produção caprichada e merece a atenção dos fãs do gênero, trouxe outra grande contribuição cultural, ao resgatar uma das mais intrigantes obras literárias desse século, Carbono Alterado, criada pelo escritor Richard Morgan.

Com uma narrativa típica das histórias de investigação, o autor insere recursos de ficção cyberpunk, que apenas se insurgiam como tecnologia ou ideias em 2001, data de lançamento original do romance.

No enredo, o ex-militar e mercenário Takeshi Kovacs, que já teve seu organismo eliminado várias vezes, é resgatado de uma condenação nos tanques de gelo 250 anos após seu crime para investigar o assassinato de um poderoso aristocrata, que a polícia local afirma tratar-se de suicídio.

Kovacs é trazido por meio da tecnologia que registra a essência das pessoas, ou a “alma” humana, em um disco de memórias e é inserido em uma “capa”, isto é, o corpo de um policial também condenado.

Richard Morgan foi vencedor do prêmio Phillip K. Dick, de ficção científica, com o romance e recebeu, por suas produções o prêmio John W. Campbell, sendo nomeado também para o prêmio Arthur C. Clarke.

O livro, publicado pela editora Bertrand e lançado em 2018, na esteira do sucesso da série, está disponível nas livrarias e lojas virtuais.

Sem comentários

Postar um comentário